Existe aquele momento do dia em que no trabalho te dá uma vontade de ir fazer o que ninguém pode fazer por ti... apertadinha e à rasquinha. É do ritual baixar as calcitas, flectir as pernocas e sem qualquer contacto físico, direcciono o rabiosque de maneira a fazer pontaria para o buraco. Depois da sensação de alívio, olho para o "catamolho" do contentor e penso: "Oh, não... está a abarrotar de papel!". E, mantendo a árdua posição de pernas flectidas, inicío a minha luta com o papel higiénico. Tento dar voltas para conseguir agarrar a ponta (sempre na mesma posição, atenção), e quando julgo ter conseguido, puxo... e rasgo... e vem só 1 milimetro quadrado de papel para a mão. Tento outra vez. Agarrar a ponta, levantar o rolo para ver se solta o papel, consigo tirar a primeira folha do picoteado (e as pernas entretanto começam a tremer). Só isto não dá... caneco. Mais uma vez. A ponta está algures no lado norte e a minha mão está a sul. Roda o papel, agarra a ponta... agora com muito cuidado Laura Filipa, não o deixes escapar. Tiro com muitíssimo cuidado. Pelo menos 5 folhas, tu consegues... consigo.... vitória! As pernas agradecem.
Isto acontece todos os dias... à excepção de fins-de-semana, feriados e férias.

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